Mostrando postagens com marcador Escritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escritos. Mostrar todas as postagens

9.7.13

Pistas do método da cartografia - pesquisa-intervenção e produção de subjetividade



Pistas do método da cartografia 
 pesquisa-intervenção e produção de subjetividade
Orgs.
Eduardo Passos
Virginia Kastrup
Liliana da Escóssia

Pesquisadores que investigam processos nas áreas de saúde, educação, cognição, clinica, grupos e instituições, dentre outros, enfrentam muitas vezes, na escrita de seus projetos, dificuldades em dar conta do item consagrado ao método. Como nomear as estratégias empregadas, quando elas não se  enquadram bem no modelo da ciência moderna, que recomenda métodos de representação de objetos preexistentes? O livro apresenta oito pistas do método da cartografia, que se apresenta como uma aposta fecunda frente ao desafio de acompanhar processos, lançando mão de um método igualmente processual. Em lugar de regras e protocolos, as pistas destacam a importância da prática, de ir a campo, lançar-se na água, experimentar disposivista e praticar a escrita, sempre levando em conta a produção coletiva do conhecimento.


29.1.13

Contato Visual - James Turpin











Eye Contact
























Exercise:

Location: The streets
Duration: 1 hour
Number of participants: Undifined

Instructions:

1. For an hour drift in flow through the streets
2. Try to make eye contact with every person you meet throughout your trajectory.
3.  Observe the reactions: refusal of the gaze, the gaze acceptance, imposing look, deviations.
4. After the hour drifting, write for 5 mins in a free flow form about the experience.

This exercise was carried out by James Turpin in Miguel Pereira, RJ, Brazil - Between 12.20pm and 1.20pm on Saturday 23rd of March 2012


Free flow writing

Leaving the house, a sudden calm came over me, i felt relaxed. I hadn’t even seen anyone yet but just the assignment had already changed everything. Iuna was silent, i was calm but my heart was pumping,anticipation as to what would happen, yet calm. 
I heard the city from afar. The traffic. The birds. Children playing. Thunderous car engines. The wind whistling past me. Time had slowed down.
The first few people I saw were towards the end of my road. The time from when i saw then to when i passed them seemed long. I didn’t know them. One seemed embarrassed that i looked at him, one I felt as though he felt threatened and sent an aggressive energy back to me. I thought to myself that I should be open. Like an empty vessel not judging but just looking at people.
Lots of people who I didn’t know responded with an “Oi” or ‘Tudo Bem”, as if they thought they should know me but had forgotten. Many people didn’t look at me but looked or commented on Iuna and her push chair.
When is holding eye contact too long? 
Did some people start to think romantically?
Did others start to feel threatened?
In the centre of the city it was almost as if it was easier for people to avoid eye contact. There were more people, movement and velocity of people was faster, there were more abstractions, people engrossed in mobile phone calls, or in pairs talking, not looking at each other but talking.
 I felt serene. My speed of walking was notably slower than my normal pace. My listening was more acute. I felt that people were surprised to have met my eye - some liked it, some didn’t - my eye? or the surprise?
It made me think about:
  • The distance we live and keep between us
  • Time to look - to see - what’s comfortable
  • Speech that covers up real moments of contact and connection
  • Negotiating our shared space. The city.

---------------------------------------------------------------------------------------

After the exercise.

Continued walking in silence to the medical centre to write my 5 minutes and a lady who was watching me from afar crossed the road and stopped me. she does not know me. An older lady, large wild hair, painted finger nails, large strange rings on her hands, she touched Iuna saying -‘you are beautiful walking with you daughter, is she going for an injection?’ 
I replied - ‘No , I am ill with my stomach’
 she said, ‘ Oh don’t worry about that, forget about you worries and problems, your daughter is too beautiful for you to have gastroenteritis, how can you when you have such a beautiful daughter. Your problems will go.


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Contato Visual 






















 Programa Modelo

Local da ação: na rua
Duração: 01 hora
N° de participantes: indefinido

Instruções

1. Realizar por 01 hora uma deriva em fluxo pela rua.
2. Tentar fazer contato visual com todas pessoas que você encontrar em sua trajetória.
3. Observar as reações: recusa do olhar , aceitação do olhar , imposição do olhar, desvios.
4. Após a derriva, escrever por 5 minutos em uma forma livre em fluxo sobre a experiência.

Este exercício foi realizado por James Turpin em Miguel Pereira, RJ, Brasil - Entre 12:20 e 13:20 no sábado 23 março de 2012



6.12.12

Contato Visual - Roberto Rezende


ESCRITA EM FLUXO,
gerada a partir da experiência da execução deste 

Programa Modelo

Local da ação: na rua
Duração: 01 hora
N° de participantes: indefinido

Instruções

1. Realizar por 01 hora uma deriva em fluxo pela rua.
2.Tentar fazer contato visual com todas pessoas que você encontrar em sua trajetória.
3. Observar as reações: recusa do olhar , aceitação do olhar , imposição do olhar, desvios.


O programa modelo foi executado no mês de Março de 2012 entre 01hora à 02 horas da manhã na cidade de São Paulo.

Escrita:

Saída na rua Pamplona, noite, escuro,silêncio, sons, luzes, siluetas indefinição suspensão de velocidade poucos olhos viro a esquerda conheço e desconheço adiante um olhar que olha o todo
e uma respiração ainda não sustentada por uma calma de plenitude, os olhos fogem, evita-se nessas horas das horas da noite.Olhos velozes em minha direção, certeiros, passou outros em outras direções...
pausa, anda, olhos das costas amplificado atrás da nuca, espinha alerta, concentração e contração de orgãos e músculos, frio na espinha, medo, preparação, acelero o sangue e os passos, frenético frenesi, é expectativa em mentira,, atrás nada existe a não ser o que os meus olhos ocultos olharam.Siluetas, siluetas, areia nos olhos cansados da jornada de hoje que já é agoraontem. O corpo não está a vontade, alerta e medo dominam.Quando a percepção constata a não realidade do que imaginei, corpo a se encaixar mais, andar e respiração mais juntos , juntos. Vejo costas , olhos cabisbaixos, vamos evitar?Vamos evitar? É o que leio.
Vi mãos juntas ou querendo ficar juntas, mas tentando disfarçar o que não querem que aconteça(m), mãos masculinas, juntas.
Carro que para , janela , siluetas , uma voz:
NEFERTITE, você sabe onde é a nefertite, casa de swinger?
Não, não! não não!(boca balbuciando o impacto da pergunta  em sua energia)
AAAÊÊÊÊÊÊÊÊ^^!!!!!Cabelos compridos ao vento, olhos que buscam os meus em curva, sorrisso, acompanho-os com os meus olhos, sorisso, um instante, apenas um instante,já somos íntimos por vidas, carro vai, vai em curva.agora só resta o ar.
Sono, cansaço, mas o corpo ainda em tensão com o desconhecido, expectativas em vida.
Escuto, olhares já percorrido sem mim e para mim. amigos .encontro amigos. olhos conhecidos , corpo se espalha. adeus. Continuo em passos mais lentos, sinto . outro encontro em curva inesperada inesperadamente , olhos de uma memória Recente, Braga, Felipe braga, na curva Peixoto com Frei.dentes .palavras. dentes . braços. Tchau. Tchau. pé agora assume controle , cabeça em mode off. Sono . Fecho. Fecho porta. Fecho. Fecho olhos.